Edmilson Zanetti
Agência Folha
De Brasília
O Ministério Público e a polícia do Maranhão aguardam apenas a cassação do deputado estadual Francisco Caíca (PSD), hoje ou amanhã, para entrar com um pedido de prisão preventiva. A sessão que vai votar a cassação do mandato do deputado está prevista para hoje. Ele é acusado de falta de decoro, por ter confessado envolvimento com o crime organizado.
Caíca afirmou que sabia com antecedência de algumas mortes, cujo mandante, segundo ele, era o deputado cassado José Gerardo de Abreu, que está preso no quartel da Polícia Militar desde domingo – e que na semana passada teria tentado um ‘‘suicídio suspeito’’ com a ingestão de tranquilizantes.
Em pelo menos um crime Caíca teve participação direta. Ele admitiu ter levado o pistoleiro Francisco Rirmualdo para assassinar o motorista Carlindo Souza Cunha, em 1982.
Para tentar escapar da cassação, que lhe tira os direitos políticos, o deputado renunciou ao mandato na semana passada, mas a Assembléia Legislativa negou o pedido, alegando que o processo não poderia ser interrompido.
O Tribunal de Justiça do Maranhão indeferiu ontem pedido de liminar no segundo habeas-corpus impetrado pelos advogados de José Gerardo. Ele cumpre três mandados de prisão.

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