Agência Estado
De Brasília
Duas novas testemunhas, que irão depor na CPI do Narcotráfico dentro de 15 dias, poderão definir a cassação do deputado Hildebrando Paschoal (PFL-AC). A primeira testemunha disse à Polícia Federal estar disposta a explicar na CPI como Hildebrando mandou matar o traficante José Hugo, apontado como assassino de Itamar Paschoal, irmão do deputado. A segunda testemunha garante que Hildebrando contratou um matador profissional para eliminá-la, mas que o matador desistiu e acabou revelando o esquema montado pelo deputado.
Os nomes dos depoentes são mantidos sob sigilo por motivos de segurança. Parlamentares da CPI afirmaram, entretanto, acreditar que o depoimento mais importante deverá ser da primeira testemunha, que garante ter nomes e até provas sobre o esquadrão da morte que seria gerenciado por Hildebrando. Esta pessoa garante que o deputado contratou o pistoleiro conhecido como ‘‘Chico Dente de Ouro’’ para matar José Hugo e afirma dispor de prova palpável do envolvimento do deputado com o crime organizado. Ela solicitou sua inclusão no Programa de Proteção de Testemunhas para prestar depoimento.
Esta primeira testemunha disse que vai explicar na CPI do Narcotráfico a negociação de Hildebrando com o pistoleiro. Hildebrando chegou a distribuir no Acre cartazes oferecendo recompensa pela cabeça de José Hugo, com direito a anúncio na televisão.
O presidente da CPI do Narcotráfico, deputado Magno Malta (PTB-ES), disse que deverá convocar as duas testemunhas no início de agosto, assim que forem abertos os trabalhos legislativos. Os parlamentares da CPI dão como certa a cassação de Hildebrando ainda em agosto e já não expressam preocupação com o regimento interno da Casa, que determina cassação por quebra de decoro somente com relação a crimes cometidos antes de o parlamentar ser eleito, já que Hildebrando é acusado de ter ameaçado, este ano, testemunhas que o incriminam.

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