Para o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), a vinda do presidente Fernando Henrique a São Paulo não pode ser entendida como um gesto para melhorar sua popularidade. ‘‘O presidente quis sair um pouco de Brasília para atender a uma demanda de São Paulo’’, afirmou Madeira. ‘‘É uma prova da sua preocupação com a área da segurança’’.
Madeira admitiu que a crise energética é séria, mas garantiu que o Palácio do Planalto conseguirá superar o problema. ‘‘A colaboração da população dá tranquilidade ao governo em relação à economia no gasto de energia’’.
Fernando Henrique e o governador Geraldo Alckmin conversaram reservadamente por pelo menos 20 mimutos antes do início do ato. Foi o primeiro encontro dos dois depois do assédio do PFL sobre o governador paulista, para disputar o presidência da República.
‘‘Na eleição para prefeito em 2000 o PFL já manifestou a intenção de se aproximar do governo paulista. Acho que é apenas uma retomada do diálogo’’, avaliou Madeira.
Alckmin recepcionou FHC com a exibição de oito painéis com o projeto de desativação da Casa de Detenção e as plantas das penitenciárias. O governador explicou cada um dos painéis para um atento presidente da República. (A.E.)

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