Brasília - ''O MST descobriu que esses convênios são um caminho fácil de arranjar dinheiro público. Lamentavelmente, esse tipo de gasto é um desperdício, pois é pouco fiscalizado e não altera o caráter da concentração da terra no País '', afirma o deputado distrital Augusto de Carvalho (PPS-DF), responsável pelo levantamento junto ao Siafi.
De acordo com os dados, o dinheiro repassado aos sem-terra tem sido pulverizado em ações que vão da alfabetização dos assentados a cursos de formação política e pedagógica para suas lideranças. O Ministério da Educação, por exemplo, está investindo R$ 1.023.553,00 na preparação de professores entre os ativistas do MST. Outros R$ 3.315.312,00 estão sendo destinados para a ''capacitação de alfabetizadores''.
O Incra também tem financiado inúmeros cursos promovidos pelo Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra), outro braço do MST, que funciona em Veranópolis (RS). Só no ano passado, foram firmados cinco convênios com a entidade, no valor de R$ 2.260.800,00 o que representa um custo de R$ 7,5 mil a R$ 10 mil por aluno.
Questionados sobre os resultados concretos desses convênios, nem o MEC nem o Ministério do Desenvolvimento Agrário se manifestaram. Os líderes do MST também preferiram o silêncio. (S.G.)

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