Curitiba - Depois de bater de frente com seu partido ao disputar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado com o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), o deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB) afirmou ter sofrido retaliações do governo do Estado. Terça-feira, o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, enviou um documento ao deputado exigindo o retorno do seu chefe de gabinete, o escrivão cedido à Assembléia Adriano Merosik, aos quadros da Polícia Civil.
''Se não for engano da Secretaria de Segurança, é retaliação'', reclamou Bradock. Além do pedido do retorno do chefe de gabinete, havia também o boato de que o deputado poderia perder a legenda do PMDB para as próximas eleições. ''O governador não é dono do partido. Não penso em sair do partido e se precisar vou lutar pela minha legenda. Não havia decisão fechada para votar no Pessuti'', justificou. Bradock foi o ''azarão'' da eleição para a vaga do TC e por isso o vice-governador venceu a disputa com o número mínimo necessário de votos. Bradock teve cinco votos e Pessuti 28. Contudo, o PMDB contava com 30 a 32 votos para o vice-governador.
O presidente do PMDB no Paraná e líder do governo na Assembléia, deputado Dobrandino da Silva, afirmou que é ''defensor da boa vizinhança''. ''Sempre disse que era um equívoco a candidatura dele. Mas não concordo com retaliação.'' Dobrandino negou que haja qualquer possibilidade de o partido retirar a legenda de Bradock. ''Ele é uma liderança importante para nós'', afirmou.
A Secretaria de Segurança confirmou, por meio da assessoria de imprensa, o pedido do retorno de Merosik. A justificativa é que ''o governdo do Estado determinou que escrivães e policiais têm que ficar dentro das delegacias''.

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