Curitiba - O combate ao nepotismo no Estado deve voltar à pauta de discussões da Assembléia Legislativa nas próximas semanas. Desta vez, quem prepara uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende impedir que os ocupantes de cargos públicos contratem parentes é o deputado Douglas Fabrício (PPS). Em 2006, o plenário da Casa rejeitou uma proposta semelhante, de autoria de Tadeu Veneri (PT), que também pretende reapresentar o projeto. A diferença agora é que Fabrício quer estender a proibição ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Segundo Fabrício, a base de sua PEC é a mesma do projeto de Veneri: a proibição da contratação no serviço público de parentes dos ocupantes de cargos nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no Paraná. ''Eles só poderiam ser contratados caso aprovados em concurso público. Mas a proposta deve ter algumas diferenças, que ainda estamos discutindo com alguns deputados'', afirma o pepessista.
Segundo Fabrício, ele até pensou em adicionar as modificações no projeto de Veneri, mas isso não foi possível. ''Ele já coletou algumas assinaturas para reapresentar a proposta, por isso não há mais como alterá-la'', explica.
A principal novidade da PEC de Fabrício é que ela quer impedir que ocupantes de cargos no Executivo possam indicar parentes para ocupar vagas de conselheiro do TCE. A idéia surgiu após os recentes boatos de que o governador Roberto Requião (PMDB) estaria articulando a candidatura de seu irmão, o atual secretário da Educação, Maurício Requião, à vaga que será aberta no tribunal em junho. ''É inconcebível imaginar que o governador coloque um irmão para julgar suas próprias contas'', justifica o deputado.
Para que a PEC comece a tramitar, Fabrício precisa coletar a assinatura de 18 deputados. Ele afirma já ter o compromisso de alguns parlamentares, mas não fala em quantos seriam. Ao mesmo tempo, Veneri também busca assinaturas para que possa reapresentar sua proposta contra o nepotismo.

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