Curitiba - O deputado estadual Douglas Fabrício (PPS) denunciou, ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa a prática de compra de apoio de lideranças regionais - incluindo prefeitos, vereadores e secretários municipais - para a campanha eleitoral deste ano. ''Durante o recesso parlamentar, passei em vários municípios e quase que na totalidade deles eu vi esse tipo de coisa acontecendo. Candidatos a deputado que estão comprando lideranças como se compra boi no leilão.'' Segundo ele, o preço do ''apoio'' estaria entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.
Sem citar nomes, ele disse que soube que a prática vem sendo usada, inclusive, por candidatos à reeleição no cargo. Fabrício afirma, ainda, que recebeu propostas de lideranças para que colaborassem com sua campanha. ''Chegavam falando: 'Posso até te apoiar, deputado. Custa tanto'.''
A assessoria do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) informou que a prática não é especificada em lei como crime eleitoral, uma vez que a ''contratação'' de assessores pode ser justificada como gasto de campanha. Não há registro de candidatos que já tenham sido punidos, no passado, por esse motivo. No entanto, pode haver punição caso seja comprovado que houve compra de voto.

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