O deputado federal Ricardo Barros (PPB) anunciou ontem em Maringá que vai pedir a formação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), na Câmara de Vereadores, para apurar os desvios de dinheiro público na prefeitura. Ele afirmou que a CEI é o melhor caminho para que os envolvidos nas irregularidades sejam mostrados ao público. Na sessão de ontem, a vereadora Marly Martin Silva (PPB), que deverá encabeçar a comissão, informou que depende de sete assinaturas para aprovar a CEI.
Barros criticou o que chama de ‘‘monopólio de informação do Ministério Público’’, afirmando que o promotor José Aparecido da Cruz, responsável pelas investigações, não passa todas as informações à sociedade. ‘‘Ele estava com a denúncia desde abril, mas só tornou o caso público em outubro. Porque isso?’’ questionou.
A principal bronca de Barros contra o promotor, no entanto, é a votação pela Câmara das contas de sua administração, em 1991. Aprovadas pelo Tribunal de Contas (TC), as contas deveriam ser votadas pelo Legislativo na semana passada. Mas a votação acabou suspensa. ‘‘Por pressão do promotor’’, alegou o deputado.
Barros criticou também o ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi, que na semana passada, em depoimento à Justiça Federal, disse que os desvios na prefeitura começaram na administração de Barros. A Folha tentou ouvir o promotor Cruz ontem, mas ele esteve à tarde em audiência e à noite não atendeu o celular.

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