O mapa de Toledo (região Oeste do Estado) esteve para ser alterado em 1999, mas por causa da emenda constitucional que ainda não foi regulamentada, os distritos de Vila Nova e Nova Sarandi continuam pertencendo ao município. Pela proposta do deputado estadual Duílio Genari (PPB), as duas áreas seriam transformadas no município de ‘‘500 anos’’. O processo foi o último a ser arquivado pelo TRE no ano passado.
Apesar do revés, Genari aguarda a definição sobre a emenda no Congresso para protocolar um novo pedido de plebiscito. ‘‘A emancipação vai fortalecer a agropecuária da região e atrair novas empresas’’, diz o deputado. Se as exigências da emenda forem mantidas, 500 anos, nome em homenagem aos cinco séculos de existência do Brasil, não sairia do papel. Os dois distritos de Toledo não reúnem mais do que 5 mil moradores. Eles precisariam de pelo menos mais mil pessoas para se enquadrar na nova lei.
‘‘Assim nunca vamos ter mais novos municípios’’, reclama Genari, que já participou da criação de São Pedro do Iguaçu, Iguatú, e Ouro Verde do Oeste. O deputado conta que 500 Anos já nasceria com 800 telefones, além de concentrar atividades econômicas voltadas à agropecuária. ‘‘O Paraná tem 208 municípios com menos linhas telefônicas do que lá e com capacidade econômica muito menor’’, compara.
Para o deputado, que já foi prefeito de Toledo entre 1977 e 1983, a emancipação reúne a possibilidade de ‘‘fixar as pessoas na região’’. ‘‘Quando se mora num distrito ou numa localidade afastada do centro da cidade, fica difícil para os moradores pagar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para ter o asfalto, mas com a emancipação, as melhorias na região saem mais depressa. Qualquer região com mais de 2,5 mil pessoas deveria ser municipalizada.’’
Como exemplo dos benefícios que a emancipação gera, o deputado cita a nova rodovia de 16 quilômetros de extensão que liga Braganey a Iguatú. ‘‘Você acha que se não houvesse o município (Iguatú), a obra sairia?’’, indaga Genari. (D.V.)

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