Deputado condenado critica juiz e promotor
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sexta-feira, 07 de julho de 2000
Vânia Moreira De Umuarama 
O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB) criticou ontem em Umuarama o juiz da 4ª Vara Cível de Foz do Iguaçu, Belchior Soares da Silva e o promotor Luiz Marchiorato, autor da denúncia que condenou por improbidade administrativa o prefeito Harry Daijó (PPB), dois secretários municipais, o deputado estadual Chico Noroeste e Serraglio, além de 11 vereadores. Eles terão de pagar multa, devolver dinheiro aos cofres públicos, além de perder os diretos políticos por cinco anos.
Todos foram condenados por gastos com viagens a Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, num total de R$ 80 mil. Advogado especialista em Direito Administrativo, Serraglio diz que o juiz julgou antecipadamente a causa, sem ouvir os acusados ou permitir que produzissem provas. As provas que eu apresentei por escrito foram ignoradas, reclamou. O deputado disse ainda que quando era diretor da Faculdade de Direito da Universidade Paranaense (Unipar), o promotor Luis Marchiorato dava aulas e teve que demiti-lo por causa de reclamações dos alunos. Ele, o promotor, deve ter mágoa disso, disse.
Serraglio era a procurador jurídico da Prefeitura de Foz. Ele diz em março de 88 se afastou para ser candidato a deputado federal. Na época, o Ministério Público entrou com uma ação contra a Hidrovia Paraná Tietê, o que invabilizou a construção do terminal hidroviário de Foz, cuja verba, de R$ 50 milhões, estava prevista no orçamento da União. Eu fui chamado pela prefeitura e fiz algumas viagens a Curitiba, Brasília e Porto Alegre para tentar resolver o impasse e garantir a continuidade das obras, explicou.
O deputado alega ter gasto R$ 1.136 em passagens e conseguiu na Justiça derrubar a liminar que impedia a continuidade das obras. Ele disse que não recebeu nada de honorários, apenas reembolsou as despesas de viagem. Serraglio considera um absurdo que os vereadores tenham sido condenados por acompanhar o prefeito durante as viagens para reforçar pedidos do município. Todos fomos condenados apenas por defender os interesses de Foz, desabafou. O deputado disse que vai recorrer da decisão e futuramente pretende processar juiz e promotor por danos morais.


