Curitiba - Um dia depois da divulgação da lista dos funcionários da Assembleia Legislativa (AL), deputados usaram a tribuna da Casa para apontar problemas nos dados disponibilizados. Para o vice-líder do PT no Legislativo, deputado Elton Welter, os dados fornecidos sobre os funcionários do quadro próprio da instituição são insuficientes. ''Todos os 511 servidores efetivos constam como lotados na administração, mas é preciso saber onde exatamente eles prestam serviço'', destaca.
Welter entregou ontem à Mesa Executiva um pedido de informações no qual pede que a Casa divulgue todos os cargos efetivos criados pela instituição e seus respectivos salários. O parlamentar quer saber quais as leis ainda vigentes que tratam do funcionalismo público da Assembleia. Também pede que a Mesa esclareça quais concursos públicos foram realizados depois de 1988 e quais servidores foram nomeados.
''A gente quer que se moralize tudo e que não pairem dúvidas sobre quem trabalha aqui e que trabalho desempenha'', justificou o parlamentar. Segundo Welter, há a suspeita de que já houve casos de servidores efetivos que prestavam serviços em gabinetes de deputados. ''O servidor da Assembleia é contratado para servir o Poder Legislativo, não um ou outro parlamentar'', defendeu. ''Queremos evitar que existam servidores efetivos trabalhando nos gabinetes'', completou.
O deputado também quer saber quantos cargos a Assembleia efetivamente tem e quais são providos por cargo em comissão ou por funcionários efetivos. ''Esse levantamento é para evitar nomeações desnecessárias e que podem ser providas pelo quadro próprio ou por concurso'', explicou.

mockup