Deputado cobra críticas também ao Judiciário
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado federal Max Rosenman (PMDB) resolveu ontem adotar o estilo do governador Roberto Requião (PMDB) e criticou a imprensa pela reação popular contra o aumento dos deputados federais (agora anulado por decisão do Supremo Tribunal Federal). O deputado lembrou que os desembargadores, os delegados da Polícia Federal (PF) e os promotores do Ministério Público (MP) federal recebem R$ 24,5 mil por mês e, segundo ele, não são criticados pela população ou pelos jornalistas.
Se tem que abaixar os salários dos deputados federais, tem que fazer o mesmo com os salários de todos que são pagos pelos cofres públicos. Ninguém tem coragem de cobrar os desembargadores, porque eles é que dão a sentença final, disse o parlamentar.
O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) também lamentou a repercussão dos reajustes na imprensa. Para ele, o Congresso Nacional está enfraquecido. O Parlamento é novamente refém da sociedade e da imprensa. A sociedade está revoltada pelo aumento dado por uma cúpula ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Somos uma geração fracassada, com lideranças do Congresso Nacional fracassadas sem capacidade de mudar o Brasil. Hoje, o Parlamento não tem moral para nada, desabafou. Luis Carlos Hauly se declarou favorável, porém, ao aumento das verbas de representação a que os deputados têm direito.
O deputado federal eleito Rodrigo da Rocha Loures (PMDB) considerou o aumento, após o período eleitoral, um despropósito. O aumento foi imoral. Os deputados aumentaram seus próprios salários sem qualquer merecimento, porque não trabalharam. Os dois primeiros anos, os deputados passaram negociando cargos. E ficaram dois anos parados por causa dos escândalos dentro do governo federal. Eu não acho que este seja um bom exemplo, ponderou.


