Pela primeira vez na sua história, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro cassou ontem o mandato do deputado Aluízio de Castro (PPB), acusado de falta de decoro parlamentar. A sessão extraordinária - o ano legislativo terminou anteontem - teve uma hora e meia de duração e contou com a presença de 59 deputados (ao todo, são 69). Foram 43 votos a favor, 14 contra e duas abstenções. Os advogados de Castro, José Antônio Leite e Ivan Senra, afirmaram que vão entrar com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça. Sem conseguir se reeleger, Castro encerraria no dia 31 de janeiro o seu mandato na Assembléia.
Castro foi acusado de ter oferecido dinheiro para que alguns parlamentares votassem a favor do veto do governador Marcello Alencar contra o projeto que impedia a privatização da Companhia de Âguas e Esgotos (Cedae). Os deputados Tuninho Duarte (PFL), Ary Brum (PSDB) e André Luiz (PMDB) gravaram fitas com o deputado do PPB negociando compra de votos. Na época da denúncia, feita pelo presidente da AL, Sérgio Cabral Filho (PSDB), Castro negou tudo e disse estar sendo envolvido em uma trama articulada por Cabral Filho, que estaria brigando com o governador Marcello Alencar. Uma CPI foi instaurada para apurar o caso.

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