Deputado aposta em vantagens para o PDT
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual Barbosa Neto (PDT), que já se lançou como pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano, reconheceu, ontem, que o fim da verticalização favorecerá a candidatura de seu companheiro de partido, o senador Osmar Dias para o governo do Estado. ''O fim da verticalização possibilita alianças regionalizadas, e como o Osmar tem uma liderança muito forte, vai aglutinar mais partidos em torno de sua candidatura'', admitiu.
Mesma opinião tem o secretário geral do diretório estadual do PDT, Larson Leitzke. ''O senador Osmar Dias poderá costurar alianças que, com a verticalização, ele não teria condições'', avaliou. Leitzke acredita que o fim da verticalização beneficia todos os partidos, embora a tendência seja fortalecer os pequenos, que não têm representação na Câmara Federal.
Com a abertura no leque de alianças em torno de Osmar Dias, a candidatura de Barbosa ao Senado corre mais risco, uma vez que outros partidos de apoio certamente também apresentarão nomes ao Senado. O deputado, no entanto, preferiu não dar sua opinião sobre as consequências para sua candidatura com o fim da verticalização. ''Estou colocando meu nome à disposição do partido, mas só a convenção vai decidir. Mas nas negociações com outros partidos, nós vamos mostrar que temos nossos candidatos'', disse.
''É um desafio. Será uma luta de Davi contra Golias'', disse, referindo-se ao fato de ser um candidato jovem (39 anos), que cumpre seu primeiro mandato e que provavelmente terá que enfrentar nomes de peso de outros partidos. O PDT estadual, segundo Leitzke, já mantém conversas com o PSDB, PFL, PSB, PP e outros partidos menores.
Barbosa defendeu, ainda, a necessidade de se realizar reformas políticas mais amplas. ''Discutir só verticalização é discutir perfumaria. É preciso haver reformas que aprovem a fidelidade partidária, o financiamento público das campanhas, o voto distrital misto, a coincidência de mandatos, cinco anos de mandato para o Legislativo e Executivo, por exemplo, o que não dá é para ter eleição a cada dois anos'', defendeu.
Para Barbosa e Leitzke, entre os quatro nomes do PDT que estão sendo cogitados para serem candidatos a presidente, o senador Cristóvão Buarque (DF) tenha mais chances de ser escolhido na convenção do partido, em junho. Os outros nomes são do deputado federal Alceu Collares (RS), do governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, e do senador Jeferson Peres (AM).


