Deputada não teme retaliação
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terça-feira, 14 de agosto de 2001
Carmem Murara<BR>De Curitiba 
A deputada Serafina Carrilho (PL), primeira dissidente da ala governista a se posicionar contra a privatização, aproveitou ontem para colher os frutos de sua decisão. Eufórica, ela circulava pelo plenário convicta de que optou pelo caminho certo. Nem mesmo a promessa do governo de afastar o diretor da 15 Regional de Saúde de Maringá, Silas Bruder, a abalou. Bruder era a única indicação para cargo público que Serafina tinha conseguido emplacar por ser da ala governista.
''Ele é médico e vai estar bem. Tenho certeza que tomei a decisão correta, pois a voz do povo é a voz de Deus'', repetia a deputada. Ela assegurou, no entanto, que não migrará para a bancada de oposição. Serafina disse que terá uma postura de ''independência''. Ela votará com o governo se achar que os projetos são bons.
O posicionamento da deputada foi comemorado por um grupo de eleitores que esticaram faixas e gritaram palavras de ordem em seu favor.
O governo não viu com bons olhos a iniciativa da deputada, considerada como traição. Um dos deputados da base governista disse que ela passa a ser classificada como ''oposição''.
Serafina, pelo menos ontem, parecia não se importar com retaliações. Ela acusava o governo de nunca ter atendido seus pedidos como deputada. Segundo ela, a votação da Copel fez com que o governo a procurasse. ''O governo disse que aprovaria minha emenda para destinar R$ 100 mil para a Casa de Apoio para o doente de câncer'', contou.


