A deputada Arlete Caramês (PPS), que tenta o seu segundo mandato na Assembléia Legislativa, visitou a redação da Folha ontem. Ela é mãe de Guilherme Caramês, o menino que desapareceu em 1991 enquanto andava de bicicleta em frente à sua casa no Jardim Social, em Curitiba. Com a bandeira das crianças desaparecidas, Arlete é autora de leis que facilitam a procura dos menores e que dificultam o trânsito com crianças.
Uma das leis, intitulada de ''busca imediata'' determina que a Polícia inicie imediatamente as buscas por uma pessoa desaparecida a partir do registro do boletim de ocorrência sem a necessidade de espera por 24 horas. Outra lei, também já aprovada, requer a exigência da certidão de nascimento para que os pais saiam da maternidade com o recém-nascido. Desde 92 ela preside a Organização Não-Governamental Movimento Nacional de Defesa da Criança Desaparecida, que desenvolve um trabalho de procura de desaparecidos e de conscientização da comunidade para o problema. A deputada também foi vereadora em Curitiba por dois anos.

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