Deputada do Rio queria votar através da Internet
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quarta-feira, 29 de janeiro de 1997
Agência Estado 
RIO - A deputada federal Laura Carneiro (PFL), a única da bancada do Rio que não participa da votação da emenda da reeleição, disse ontem ter tentado encontrar uma forma regimental de votar em casa. Se dependesse de mim, votaria até pela Internet, afirmou. Grávida de sete meses, em situação de risco, Laura assumiu por quatro dias a secretaria municipal de Projetos Especiais da Prefeitura do Rio, para ter direito à licença. O voto pela reeleição está garantindo com a ocupação de sua cadeira pelo suplente Ayrton Xerez (PSDB). Laura assumiu interinamente o cargo da ex-deputada Sandra Cavalcante, que está viajando.
Laura garantiu que não houve qualquer manobra para se ajudar na aprovação da emenda. O Xerez vai votar exatamente como eu votaria. Laura disse ter conversado com seu suplente, que se comprometeu até a votar no destaque para que o presidente seja obrigado a se desemcopatibilizar do cargo para poder concorrer à reeleição. Acho que seria antiético o presidente, em campanha, continuar no poder, porque ele não teria tempo para governar o País.
Para Laura Carneiro, a desincompatibilização do ministro da Articulação Política, Luiz Carlos dos Santos (PMDB), para que ele pudesse votar a favor da eleição, é problema dele. Segundo a deputada, se eu fosse o ministro, não faria isso, mas o mandato foi conferido a ele pelo povo. Laura disse que é uma bobagem essa história de se mudar a regra do jogo, porque as regras são feitas pelo povo e ele é quem deve decidir.
A deputada disse, no entanto, que é contrária ao referendo e ao plebiscito. Os parlamentares representam o povo e, se for preciso plebiscito ou referendo para uma questão como essa, é melhor que se feche o Congresso, observou.


