O PV desistiu da candidatura própria e lançou a deputada federal Rosane Ferreira como candidata a vice-governadora na chapa de Roberto Requião (PMDB). "Foi necessário muita discussão, mas consideramos que isso é o melhor", afirmou Rosane.
É melhor, disse ela, porque "agora existe a possibilidade real de eleição e de eu poder fazer algo concreto, de atuar na gerência do estado". "Sou sensata: com 38 segundos de televisão e com R$ 200 mil para a campanha, eu não tinha chance de me eleger. A minha candidatura própria tinha o objetivo de ajudar a eleger deputados do partido e de levantar discussões do interesse do Paraná e sobre política partidária e eleitoral", justificou. "Agora existe a possibilidade real e eu não podia abrir mão disso."
Aos 50 anos, Rosane, que é enfermeira, foi deputada estadual por uma legislatura e está no primeiro mandato na Câmara Federal. "Quero trabalhar em cima de propostas concretas, viáveis e acredito que isso é possível com o Roberto Requião, que sempre briga pelas coisas do Paraná", comentou, acrescentando que ainda ontem teria uma reunião com o senador para comparar e discutir os planos de governo. Ao ser questionada sobre compatibilidade política com o peemedebista, Rosane não titubeou. "Ele é tinhoso, mas eu sou dura. Acho que vai ser um aprendizado para ambos."
A deputada disse que em caso de segundo turno entre Gleisi e Beto, seu partido tenderia a apoiar o PT. "O PV sempre esteve mais alinhado com a esquerdas, mas, acredito fielmente que vamos para o segundo turno."

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