Cascavel registrou uma das situações mais graves do protesto do MST nas praças de pedágio. Segundo a assessoria da Concessionária Rodovia das Cataratas, 10 funcionários foram impedidos de trocar de turno e permaneceram retidos até por volta das 17 horas de ontem, por um grupo de mais de 100 manifestantes, que usaram foices e facões para cortar a energia elétrica, o sistema de comunicação e as câmeras de vídeo. Há informações também, segundo a assessoria, de que um assessor de um deputado federal do Partido dos Trabalhadores (PT) participou da ocupação. Na região oeste do Estado, a praça de São Miguel do Iguaçu, também foi ocupada. A concessionária reclamou que pediu apoio às polícias Militar e Rodoviária Estadual mas não havia sido atendida até as 17 horas. Essa é a quarta vez no ano que o MST ocupa a praça do pedágio em Cascavel. Ontem, os funcionários registraram queixa na polícia depois que foram liberados.
Da concessionária Viapar foram ocupados os pedágios de Mandaguari e Arapongas. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, os manifestantes cortaram os cabos das câmeras de monitoramento e em Mandaguari uma cancela teria sido quebrada. A assessoria apontou que alguns trabalhadores estavam armados com foices. O movimento diário nas duas praças chega a 12 mil veículos, dos quais 30% são caminhões.
''Transgênico é veneno e o pedágio é um roubo'', afirmou o coordenador do MST em Arapongas, Anísio Cardoso. Segundo ele, mais de 150 trabalhadores rurais de assentamentos da região estavam acampados em Arapongas mas esse número poderia chegar a 500 até o final da tarde.
As praças exploradas pela concessionária Rodonorte em São Luis do Purunã, Mauá da Serra e Campo Mourão também foram ocupadas. Em Mauá, segundo a assessoria da empresa, os manifestantes expulsaram os funcionários, invadiram o prédio da administração e quebraram o sistema de comunicação. Por volta de 13 horas, os integrantes do MST começaram a cobrar pedágio por conta própria. Entre 3 mil e 5 mil carros passam diariamente por esta praça. Em São Luiz do Purunã, por onde passam até 18 mil veículos por dia, as cancelas foram quebradas.

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