Depois de um mês, Dilma conclui o ministério
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Andrea Jubé Vianna<BR> Agência Estado 
Brasília - Um mês após o anúncio dos integrantes da equipe econômica e às vésperas do Natal, a presidente eleita Dilma Rousseff concluiu ontem a formação de seu ministério. Nesse período, Dilma optou pela discrição: os futuros ministros foram anunciados por meio de notas oficiais, divulgadas pela equipe de transição. Foram confeccionadas oito notas para anunciar os 37 ministros.
Os primeiros nomes confirmados foram a petista Miriam Belchior no Ministério do Planejamento, Alexandre Tombini na presidência do Banco Central (BC) e a permanência de Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Os três foram os únicos a concederem entrevista coletiva após confirmados no futuro governo.
Caberão 17 ministérios ao PT, quase a metade da Esplanada. O partido também controlará os ministérios mais importantes, como Fazenda, Casa Civil e Planejamento.
A legenda, que elegeu Lula por dois mandatos e garantiu o terceiro consecutivo com a eleição de Dilma Rousseff, também controlará os dois maiores orçamentos livres, da Educação e Saúde.
O maior orçamento obrigatório é o da Previdência Social, pasta confiada ao PMDB. Coube ao PMDB, do vice-presidente eleito Michel Temer, o controle de seis pastas. Mas a sigla perdeu ministérios de peso, como Integração Nacional e Comunicação Social.
O PSB conseguiu duas pastas, embora pleiteasse três. Os demais aliados - PC do B, PR, PP e PDT - ficaram com um ministério cada um.
Por fim, Dilma cumpriu a promessa de ampliar a participação de mulheres na Esplanada. Ela triplicou o número de ministras: eram três, agora são nove.


