Depoimentos não trouxeram novidades, diz procurador
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terça-feira, 27 de abril de 2010
Catarina Scortecci Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os depoimentos de oito das dez pessoas presas no último sábado na Operação Ectoplasma I não trouxeram fatos de ''grande relevância'' para a investigação no entender do procurador de Justiça, Leonir Batisti, coordenador estadual do Gaeco. Foram ouvidos os três ex-diretores da AL, Abib Miguel (Diretoria Geral), José Ary Nassiff (Diretoria Administrativa) e Cláudio Marques da Silva (Diretoria de Pessoal), além de João Leal de Matos, funcionário lotado na Diretoria Geral, e outras quatro parentes dele: a filha, Priscila da Silva Matos, a esposa, Iara Rosane da Silva Matos, a irmã, Jermina Maria Leal da Silva, e a sobrinha, Vanilda Leal. Os depoimentos tiveram início às 14 horas de segunda-feira e terminaram por volta das 22 horas.
Nassiff e Abib Miguel permaneceram calados. Cláudio Silva limitou-se a informar sobre os serviços que fazia na AL e não esclareceu por que mantinha em casa R$ 400.535,00 em espécie, que foram apreendidos no sábado. João Leal de Matos negou participação sua e de parentes num suposto esquema de desvio de dinheiro público. Jermina e Vanilda admitiram nunca terem trabalhado na AL.
Após os depoimentos, os presos voltaram a ser recolhidos. Nassiff e Abib Miguel estão no Quartel da PM em Curitiba. João de Matos e Cláudio da Silva no Centro de Triagem II, em Piraquara, e as quatro mulheres no Centro de Triagem I, em Curitiba. A prisão temporária, cuja validade termina hoje, foi solicitada pelo Gaeco para facilitar as investigações. O Gaeco não informou se pedirá a prorrogação das prisões.
Os advogados de Abib Miguel, Alexandre Silvério, e de José Nassiff, Rogério Botelho, disseram que aguardariam informações sobre a prorrogação ou não da prisão temporária para decidir se fariam pedidos de habeas corpus de soltura. Os advogados dos demais presos não atenderam à reportagem.


