Depoimentos em Ponta Grossa vão subsidiar CPI
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
A vereadora Selma Schons (PT) que preside a CPI da Câmara de Ponta Grossa, que também está investigando a participação de policiais da cidade com o crime organizado, está ansiosa com a vinda, a partir do dia 3 de maio, da subcomissão da CPI nacional do narcotráfico. Já passamos várias informações para os deputados federais e, com a vinda deles, acreditamos que as investigações realizadas em nossa cidade ganhem mais profundidade, avaliou.
A CPI local foi criada em dezembro e graças aos depoimentos prestados nos últimos meses, o delegado chefe Emílio Wzorek, o delegado operacional e de antitóxicos, Cássio Wzorek, e o superintendente João Almior Troyner, foram afastados de suas funções na 13ª SDP de Ponta Grossa. Os três foram acusados de praticar torturas e de cobrar propinas para libertar traficantes presos.
O depoimento mais contundente aconteceu na quarta-feira passada. O ex-presidiário Cláudio Penteado acusou os três policiais de praticarem tortura, receber propinas para libertar traficantes e de usarem laranjas para negócios ilícitos. Penteado disse que, com a conivência dos policiais afastados, alguns presos da 13ª SDP tinham privilégios. Ele disse que a estrutura da delegacia estaria sendo utilizada por uma empresa de segurança que pertenceriam às mulheres de Troyner e Emílio Wzorek.
A lógica dos crimes praticados aqui é semelhante à que foi revelada durante os depoimentos à CPI Nacional no começo de março, em Curitiba, revelou a vereadora. Selma informou que nos depoimentos foi revelada uma conexão entre policiais e traficantes de Curitiba, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Telêmaco Borba, Guarapuava e outras cidades.





