Curitiba – O doleiro Alberto Youssef, principal personagem da operação Lava Jato, deve encerrar os depoimentos fechados em acordo de colaboração premiada na próxima semana. Segundo a defesa do londrinense que está preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, desde março deste ano, os depoimentos já estão em estágio avançado. O doleiro fechou acordo e começou a prestar esclarecimentos no dia 1º de outubro, após uma extensa negociação com os procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF).
"Creio eu que na semana que vem já se encerrem os depoimentos da colaboração. A saúde dele inspira muita preocupação não somente da nossa parte, mas também da família. É um quadro bastante delicado e estamos preocupados. Não descartamos a hipótese de se fazer uma nova perícia médica, estamos analisando esta possibilidade, enfim, para verificar o quadro clínico dele, pois ele já foi internado três vezes desde que foi preso´´, ressaltou o advogado Adriano Bretas.
O defensor de Youssef também criticou as acusações feitas por advogados de alguns executivos presos na sétima fase da Lava Jato, de que o doleiro os extorquia para que as empreiteiras não perdessem contratos junto à Petrobras.
``Essa acusação de extorsão que foi feita é absolutamente leviana, não existe nenhuma acusação formal ou informal neste sentido em relação ao nosso cliente. Ele vem prestando colaboração e isso não corresponde com a verdade´´, frisou Bretas.
Além do envolvimento do doleiro em atividades de câmbio negro, a PF e o MPF também investigam a atuação dele como operador de um esquema de desvios na Petrobras, com o objetivo de abastecer o caixa de partidos políticos. Ele e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa delataram o esquema à Justiça Federal. Em contrapartida, devem ser beneficiados com reduções de penas, caso sejam condenados nos processos da Lava Jato. (R.C.J.)

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