Depoimento teve forte esquema de segurança
Um forte esquema de segurança foi montado para os depoimentos de Caboclinho e Zóio. Quarenta e cinco policiais militares armados com fuzis, metralhadoras, pistolas e revólveres, um cachorro da raça pastor alemão e nove viaturas formaram o esquema de proteção. Caboclinho chegou ao Fórum por volta das 14 horas. Zóio apareceu 90 minutos depois. Os depoimentos duraram em média 30 minutos.
Do lado de fora do prédio, os policiais militares vigiavam as duas entradas e todas as janelas. A operação visava garantir que nenhum dos dois fossem resgatados ou alvos de atentados. Na saída, uma multidão os esperava. O centro da pequena Rio Branco do Sul, com cerca de 15 mil habitantes, parou para acompanhar a movimentação. Na saída de Zóio e Caboclinho, aproximadamente 150 pessoas rodearam o Fórum para assistir ao trabalho de escolta. A caminhada dos acusados até o camburão foi acompanhada em silêncio pelos populares. Zóio cumprimentou conhecidos. Caboclinho não olhou para os lados. Sua preocupação era não deixar fotografar-se. Ele usou as costas de um policial para se esconder das câmeras.
A síndica Marli Cordeiro dos Santos, 41 anos, acredita que Caboclinho e Zóio sejam inocentes. Ele (Caboclinho) nunca incomodou, só ajudou e está fazendo falta para o município. Sobre Zóio, Marli disse que ele era uma pessoa dedicada a ajudar doentes que precisavam da ambulância da prefeitura. A irmã do motorista, Maria Aparecida Bonfim, 36 anos, disse que Zóio nunca foi pistoleiro. Acredito que tudo isso seja mentira. O que ele fazia era ajudar o povo. (D.V.)





