Depoimento de Protógenes frustra CPI dos Grampos
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quarta-feira, 08 de abril de 2009
Ana Paula Scinocca e Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Brasília - Protegido por um habeas corpus que lhe garantia o direito de ficar calado para não se autoincriminar, o delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz se recusou a responder a maioria das perguntas ontem, em seu segundo depoimento à CPI dos Grampos, na Câmara. ''Excelentíssimo senhor presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), cujo objeto jurídico é a interceptação telefônica clandestina de dados, eu me abstenho de responder à pergunta'', repetiu dezenas de vezes. O ex-chefe da Operação Satiagraha, que resultou na prisão temporária do banqueiro Daniel Dantas, negou que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão de Lula, esteve entre as autoridades bisbilhotadas. Foi categórico também ao negar que o filho do presidente, Fábio Luiz, o Lulinha, tenha sido investigado na operação.
Protógenes frustrou expectativas. ''Ele havia prometido fazer revelações e dar nomes. Não fez nada disso'', desabafou o deputado Raul Jungmann (PPS-PE). O delegado foi reticente ao falar sobre a participação ''informal'' da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Operação Satiagraha, mas disse que os agentes se revezaram a cada 15 dias.
Sob a orientação de dois advogados que o acompanharam durante todo o depoimento, Protógenes assegurou que nenhuma interceptação telefônica na Satiagraha foi ilegal.''Todas as interceptações telefônicas foram com autorização judicial e com fiscalização do Ministério Público Federal. E elas foram, inclusive, alvo de auditoria na Polícia Federal'', anotou.


