O depoimento do presidente do Clube de Seguros da Cidadania, o petista Diógenes de Oliveira, não convenceu ontem a maioria dos deputados da CPI da Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Pivô do escândalo que envolve o governo Olívio Dutra com o jogo do bicho, Diógenes admitiu ser ''amplamente favorável à legalização de todos os jogos no Brasil'', porém mais uma vez negou que tivesse autorização do governador para pedir ao ex-chefe de Polícia, Luiz Fernando Tubino, que os bicheiros não fossem reprimidos e que tenha recebido doações dos banqueiros.

''Não conheço nenhum diretor do jogo do bicho e nunca arrecadei nenhum centavo desse setor'', disse Diógenes. ''Não tinha autorização do governador para usar o seu nome, nem nunca falei com ele, nem antes nem depois, sobre esse episódio. Foi apenas um carteiraço que eu dei, falso, como já disse'', afirmou.

Segundo ele, os veículos da RBS (RBS TV e jornais ''Zero Hora'' e ''Diário Gaúcho'') estariam tentando desestabilizar o governo, através de sucessivas denúncias sem provas, por terem perdido receitas publicitárias. Em represália às acusações que sofreu, Diógenes enumerou aos parlamentares operações que a RBS fez nas Ilhas Cayman entre 1996 e 2000. ''Me parece ser um indício muito forte de lavagem de dinheiro, pura e simplesmente.'' Em nota oficial, a RBS afirma que tomará medidas legais contra Diógenes.

Para os deputados oposicionistas, as acusações de Diógenes são uma manobra ''diversionista'' do PT para fugir das explicações sobre a origem dos recursos usados para a compra da sede do partido. O relatório da CPI será votado no dia 14, e as denúncias irão para o MP.

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