Os delegados Antônio Carlos de Azevedo Lessa e Alcides Andrade, que estão à frente das novas investigações sobre as mortes do empresário Paulo César Farias e sua namorada Suzana Marcolino, viajaram ontem para São Paulo, acompanhados do promotor Luiz Vasconcelos. Eles vão ouvir, na quarta-feira, o depoimento do médico legista Fortunato Badan Palhares, que assinou o laudo referendando a tese de crime passional, que vem sendo questionado pela polícia alagoana nessa nova fase de investigação.
Antes de viajar, os delegados disseram que o depoimento de Palhares estava marcado para após o dia 15, mas foi antecipado em comum acordo com a médica que assiste o legista, em Campinas. Palhares vem se recuperando de uma crise de estresse que provocou seu internamento, com insuficiência coronária, há um mês na UTI de um hospital de Campinas.
‘‘Ele terá de explicar, entre outras falhas no seu laudo porque diz que Suzana tinha 1,67m de altura, quando na verdade ela media 1,58m’’, destacou Andrade.
Além de Palhares, os delegados pretendem ouvir o dentista Fernando Colleone, para quem Suzana deixou mensagens gravadas na secretária eletrônica do seu celular, minutos antes da morte; Maria Roseinbauer, tia de Suzana e com quem esteve nos últimos dias de vida em São Paulo, quando lhe indicou uma vidente de Mogi das Cruzes (SP), conhecida por Jô; o empresário Caio Luiz Ferras do Amaral, amigo de PC, que contratou o detetive Alceu Alves Guimarães para seguir os passos de Suzana, em São Paulo. (Agência Estado)

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