O depoimento, previsto para 17 horas, começou somente duas horas depois. Segundo o advogado de Rasera, Luiz Fernando Comegno, o juiz Márcio José Tokas, da Vara de Execuções Penais, não havia enviado à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, onde Rasera está preso, um documento chamado MI (Movimentação de Interno), necessário para que Rasera pudesse sair da prisão. O impasse foi resolvido quando o relator da CPI, deputado estadual Jocelito Canto (PTB), ligou para o juiz para explicar a situação. Até às 22 horas, o depoimento do policial civil ainda não havia terminado.
Outras falhas ocorreram durante os trabalhos da CPI. Um funcionário de uma empresa de telefonia que também foi preso junto com Rasera, porque supostamente colaborava com o esquema de grampos, foi incluído entre os nomes que seriam convocados para prestar depoimento, mas não chegou a receber de fato o convite da CPI. ''Ele não foi encontrado. Eu não sabia que ele estava preso'', disse o relator. Além de Rasera, prestaram depoimento o coordenador da PIC de Curitiba, Paulo Kessler, e o ex-coordenador do órgão Dartagnan Abilhoa.
A CPI do Grampo foi instalada no dia 27 de novembro sem a participação de membros da oposição, que saíram alegando que se tratava de uma CPI ''laranja'', que não pretendia investigar o caso Rasera. Segundo o relator a CPI chegará ao fim hoje, dia da última sessão legislativa da Casa antes do recesso parlamentar, mas que depois pedirá a reabertura dos trabalhos. (C.S.)

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