Depoentes relacionam deputado a traficantes
Agência Estado
De Rio Branco
Dos seis depoimentos tomados anteontem pela CPI do Narcotráfico, dois relacionam o deputado José Aleksandro (PFL-AC) ao comércio de droga no Acre. A informação é do deputado Ricardo Noronha (PMDB-DF), membro da comissão. A partir das declarações do investigador José Custódio, a Polícia Federal iniciou uma série de diligências para encontrar possíveis provas da participação de Aleksandro no narcotráfico e em alguns homicídios. A deputada Laura Carneiro (PFL-RJ) disse, no entanto, que é prematuro supor que Aleksandro esteja envolvido no tráfico.
As informações de Custódia são, segundo o deputado Antonio Biscaia (PT-RJ), a mais importante prova colhida nesta série de oitivas. No começo da noite, foram ouvidas três testemunhas secretas um traficante preso em Cruzeiro do Sul, um homem de codinome Ezequiel e uma mulher sem nome fictício.
Os parlamentares tentaram conseguir deles um depoimento público, o que transformaria suas declarações em prova contra o narcotráfico. Os três se negaram a aparecer em público mesmo com a garantia de que se mudariam do Acre com outras identidades.
Os seis deputados da CPI viajaram ontem a Brasília. Na segunda-feira, outro grupo da CPI vai ao Piauí para tomar depoimentos de testemunhas e de pessoas citadas como integrantes do crime organizado no Estado. A CPI poderá buscar informações que confirmem a existência de uma conexão de traficantes e matadores do Acre com piauienses. Um dos elos seria a morte de José Hugo da Silva, cujo corpo foi encontrado no Piauí.
Na noite dos depoimentos, os deputados anunciaram que 33 pessoas ainda continuam sendo investigadas por ligações com o tráfico no Acre.





