‘‘Todas as denúncias são infundadas e resultado de uma perseguição política que vem acontecendo há algum tempo na tentativa de desmoralizar meu pai’’, afirmou ontem Emerson Petrivi, 29 amos, filho de Miguel Petrivi. O gerente do setor de manutenção do sistema viário da CMTU, não estava em Londrina e seu filho deu entrevista à Folha, garantindo ter autorização do pai para falar em seu nome.
Segundo Emerson Petrivi, os auditores ‘‘invadiram’’ propriedade privada e ‘‘coagiram’’ os funcionários a depor contra o pai. ‘‘Eles entraram e subtrairam material da chácara. Não têm poder de polícia e não poderiam ter feito isso. Vamos entrar na justiça contra eles’’, afirmou. Emerson negou que o material encontrado na chácara e utilizado em construções e melhoramentos pertençam ao município, garantindo que tem notas fiscais comprovando a compra.
Sobre os equipamentos e placas, entre eles a motosserra, Emerson Petrivi argumentou tratar-se de um ‘‘empréstimo perfeitamente legal’’ autorizado pelo gerente do setor, no caso, o próprio pai e dono da chácara. Ele explicou que o funcionário José Nunes estava trabalhando na chácara em hora de folga da CMTU; como forma de agradecimento e amizade ao pai.
‘‘Meu pai tem 20 anos de prefeitura e além de gerente do setor é muito amigo dos funcionários que utilizam a chácara para festas de confraternização’’, disse. Emerson acusou ainda o Recursos Humanos de ter ‘‘armado’’ a situação. ‘‘O funcionário estava de folga, mas alguém do recursos humanos pegou seu cartão e, sem que ele soubesse, deu entrada como se fôsse um dia normal de trabalho’’, argumentou. (C.B.)

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