Denúncias não vão atrapalhar licitações do PAC, diz ministro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Rodrigo Lopes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem, em Curitiba, que as suspeitas de fraudes em licitações de programas do governo federal, levantadas pela Operação Navalha da Polícia Federal, não devem afetar as concorrências públicas para as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o ministro, o governo vai se esforçar para dar transparência a todos os processos e não vai tolerar novas ações fraudulentas.
Bernardo esteve em Curitiba para apresentar as principais medidas do PAC ao Fórum dos Presidentes das cooperativas do Estado. O evento foi promovido pelo Sistema Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná). O ministro afirmou que a realização da Operação Navalha pode ser considerada a primeira ação do governo contra fraudes em licitações do PAC. ''Depois quem sabe vem a Operação Tesoura, a Operação Faca Afiada, Gilete, algumas operações que sejam capazes de colocar a nu eventuais esquemas e tentativas de fraudes e mau uso do dinheiro público'', declarou.
Além disso, Paulo Bernardo garantiu que a administração federal vai tentar dar total transparência às concorrências públicas do PAC. ''Estamos programando que para os grandes e médios municípios, e também para os Estados, vamos fazer todos os recursos tramitarem pelo Siaf (Sistema Integrado de Administração Financeira)'', disse. De acordo com o ministro, a medida será tomada principalmente em relação a obras de médio e grande porte, com custos acima de R$ 10,4 milhões. ''Vamos fazer com que a prestação de contas, a licitação, o contrato, tudo esteja dentro do Siaf, que é um sistema que é amplamente acessado por parlamentares, organizações não-governamentais e pela mídia. Temos que dificultar ações fraudulentas e, ao mesmo tempo, punir quem for pego'', afirmou.
Para o ministro, o excesso de denúncias de corrupção que vieram à tona nas últimas semanas não é maléfica para o País. ''Acho que o Brasil está vivendo um momento especial, porque se alguém é denunciado hoje, as providências são tomadas, seja um cidadão comum, seja um parlamentar, seja um juiz ou desembargador. É uma mudança na forma de tratar essas coisas'', justificou.
Em relação ao agronegócio, principal interesse dos presidentes de coopetarivas paranaenses presentes ao evento, Paulo Bernardo afirmou que o Ministério da Agricultura deve anunciar em no máximo 20 dias o Plano de Safra para 2007 e 2008. ''São várias medidas, na área de crédito e de barateamento da produção de equipamentos, entre outras, que serão anunciadas pelo ministro Reinhold (Stephanes), disse.


