O primeiro escalão da administração municipal demonstra estar confortável em seus cargos, mesmo diante das denúncias de irregularidades na administração municipal e a possibilidade de abertura de duas comissões processantes, pela Câmara de Vereadores, contra o prefeito Barbosa Neto (PDT). Se abertas, uma deve apurar suposto desvio de recursos na Saúde e, a outra, possível fraude no contrato com a empresa que executou o curso de formação da Guarda Municipal.
O secretário de Cultura, Leonardo Ramos, disse que as investigações não atrapalham seu trabalho porque sua atuação não é política. ''Minha atuação é a política cultural. Tenho dado continuidade ao meu trabalho.'' Ele ressaltou que espera a apuração de todas as denúncias e a punição dos culpados. Questionado se acredita na inocência de Barbosa, o secretário afirmou que ''até em respeito ao prefeito, não quero fazer nenhum juízo de valor''.
A responsável pela pasta de Educação, Karin Sabec, que enfrenta problemas em sua secretaria por causa da compra de livros considerados preconceituosos e sem licitação, também disse que não sente seu trabalho prejudicado. ''Claro que ninguém gosta de passar por uma situação como essa, mas os projetos continuam''.
A secretária da Mulher, Sueli Galhardi, foi enfática ao defender Barbosa, afirmando que seu trabalho continua como antes. ''O prefeito incentiva e cobra que façamos um bom trabalho. Acredito na inocência dele''. O procurador Paulo Tiene disse que se sente lisonjeado em ocupar o cargo de procurador-geral. ''Qual administração que não sofre denúncias?''
O presidente da Companhia de Habitação (Cohab), João Verçosa, também disse que seu trabalho não é afetado, inclusive, pelo fato de a Cohab ser uma autarquia. ''Sou servidor de carreira há 24 anos e tento fazer o melhor que posso no cargo. Não me sinto desconfortável com as denúncias porque até agora nada foi provado.''
O secretário de Governo, Marco Cito, disse que as denúncias não causam qualquer prejuízo às ações práticas do governo de Barbosa. ''As reuniões estão ocorrendo e os projetos sendo desenvolvidos'', assegurou. ''O sistema de cobrança das metas continua.''
A reportagem da FOLHA também tentou manter contato com os secretários Luciano Cândido (Gestão Pública), José Novaes Faraco (Ambiente), Marissol Chiesa (Agricultura), Aguinaldo Rosa (Obras), Luiz Nicácio (Fazenda) e Márcio Nishida (Saúde), mas seus telefones celulares estavam desligados.(L.C.)

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