Curitiba - Em junho de 2004, o juiz da Central de Inquéritos de Curitiba, Marcelo Ferreira, determinou o arquivamento das denúncias de tráfico de influência e lavagem de dinheiro contra o ex-secretário Cândido Martins de Oliveira, por total ausência de provas. A decisão foi tomada com base numa auditoria feita pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) que avaliou os bens dele e de toda a sua família, não encontrando provas de enriquecimento ilícito ou índicios de recebimento de propina de traficantes ou criminosos. A auditoria foi assinada pelos promotores Marcelo Balzer, Luiz Fernando Delazari (atualmente secretário de Estado de Segurança Pública), Mônica Fukumori, Paulo Sérgio Markovicz de Lima e Terezinha Rezende Carula.
Oliveira foi indiciado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico no dia 23 de maio de 2000 por desacato à autoridade (ele foi convocado para depor em Ponta Grossa e não compareceu) e formação de quadrilha. Na época, o relator da CPI, deputado federal Moroni Torgan (PFL-CE), justificou que ele não quis se defender das denúncias e, por isto, estava sendo indiciado. Oliveira foi exonerado do cargo de secretário pelo então governador Jaime Lerner no dia 20 de março de 2000, no auge das denúncias contra a cúpula da Polícia Civil. A justificativa para a substituição foi uma reforma do secretariado. Outras pastas foram extintas.
Assumiu o cargo no lugar de Oliveira, José Tavares, que até então era secretário de Estado da Justiça. Em pouco tempo, ele fundiu as secretarias e passou a dominar todos os assuntos pertinentes às áreas de justiça e segurança pública. Oliveira teria pedido para sair do cargo. Na imprensa, Lerner lamentou a saída do ex-secretário e enalteceu a lealdade de Oliveira. ''Não abro mão da participação dele no governo, mas no momento seria desumano exigir que ele ficasse'', chegou a discursar o então governador. (L.P.)

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