O presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Rony Alves (PTB), fez um balanço ontem sobre o último ano do Legislativo e destacou as crises que culminaram na cassação de Barbosa Neto (PDT), em julho deste ano. Além da crise, o vereador mencionou o recente arquivamento do projeto de Uso e Ocupação do Solo, que trata do novo zoneamento do município. Rony, que é presidente da Casa desde setembro, após a renúncia de Gerson Araújo (PSDB) para assumir o Executivo, lembrou da situação passada pelos vereadores Amauri Cardoso (PSDB) e Roberto Fu (PDT), que denunciaram supostos esquemas de pagamento de vereadores para votação de projetos que beneficiariam empresários ou o próprio ex-prefeito Barbosa Neto.
''Tivemos alguns percalços, como a sessão de julgamento onde foi cassado o prefeito Barbosa Neto, depois tivemos aquela situação vexatória onde o prefeito José Joaquim Ribeiro acabou confessando atos errôneos e acabou renunciando'', comentou ele.
Para Rony, a conclusão da votação do Plano Diretor de Londrina teria sido importante para a atual legislatura, mas as denúncias de que o projeto foi alterado de forma indevida atrasou o processo. ''Na próxima legislatura faremos o resgate desta documentação.''
O ano na Casa foi movimentado, inclusive com a prisão do vereador Eloir Valença por corrupção passiva - por supostamente ter aceitado promessa de benefício indevido para não votar a abertura da Comissão Processante que cassou o ex-prefeito pedetista. Denúncias de corrupção também geraram a derrubada da Lei da Muralha e o arquivamento de um projeto de lei que beneficiaria a Unopar em mais de R$ 70 milhões em perdão de impostos.
O segundo semestre ainda foi marcado pela mudança na Mesa Executiva da Câmara, após o então presidente da Casa, Gerson Araújo, ter assumido o Executivo. O ato foi questionado no final de novembro pelo advogado Maurício Carneiro, que protocolou na Casa um pedido para que uma eleição indireta fosse convocada para substituir Gerson, que estaria irregular no cargo. O pedido, porém, foi indeferido pela procuradoria jurídica da Câmara e acatado pelo atual presidente da Mesa, Rony Alves.

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