A Justiça Eleitoral é responsável pela fiscalização das doações e gastos declarados pelos candidatos e comitês partidários após as eleições. Entretanto, devido ao grande número de candidatos registrados, o controle da movimentação contábil dos partidos acaba dependendo de denúncias feitas pelo Ministério Público ou de outros candidatos.
Para tentar suprir a falta de pessoal para apurar irregularidades nas prestações de contas dos candidatos, a lei prevê que a Justiça Eleitoral utilize técnicos de outras instituições em seus trabalhos. Um exemplo é o convênio com a Receita Federal para controlar doações feitas por empresas e pessoas físicas.
''Como uma mesma empresa pode fazer doações para candidatos em várias cidades e Estados, utilizamos o banco de dados da Receita para verificarmos se o limite não foi ultrapassado. Cada empresa tem um limite máximo de gastos (veja nesta página) com financiamento por eleição'', explica a coordenadora de controle interno do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), Sônia Maria dos Santos Prestes.
Como cada campanha envolve gastos variados, a fiscalização da Justiça depende de informações internas para ocorrer. Entretanto, algumas operações são realizadas para facilitar a detecção de fraudes nas prestações de contas. ''Nas eleições de 2004, pedimos que as gráficas enviassem para nós a relação de serviços prestados aos candidatos ainda durante a campanha. Depois, realizamos o batimento das informações com as prestações de contas entregues à Justiça'', comentou Sônia.
A Justiça também realiza o controle da contabilidade dos partidos fora do período eleitoral. ''Verificamos se o partido não recebeu verbas proibidas pela lei, como as provenientes de entidades estrangeiras ou do poder público'', afirma Sônia.

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