Curitiba - A denúncia do MPF é absurda, de acordo com os acusados Alberto Dalcanale Neto, Luiz Alberto Dalcanale, Roger Dalcanale e Paulo Konder Bornhausen. Eles negam qualquer irregularidade e reclamaram da divulgação feita pelos procuradores federais.
Alberto, que falou também em nome do pai dele, Luiz Alberto, disse que o objeto da denúncia é matéria de uma ação que corre na 2 Vara Federal Criminal de Curitiba em segredo de Justiça. Ele afirmou também que não foi procurado pelo MPF e criticou a entrevista concedida ontem em Curitiba pelos procuradores. ''Isso é sensacionalismo da força-tarefa e desses procuradores, sair expondo o nome das pessoas sem saber ao certo o que aconteceu''.
Mesmo sem conhecer os detalhes da acusação, Alberto disse que a direção do banco Araucária ''sempre operou dentro das normas e preceitos do Banco Central (BC)''. Segundo ele, o BC fez várias auditorias e não teria constatado nenhuma irregularidade. O banco teve a falência decretada em 30 de dezembro do ano passado. ''Isso ocorreu por causa de insuficiência de caixa e não tem nenhuma relação com câmbio'', explicou.
Roger Dalcanale afirmou que tem laudos do BC isentando-o de qualquer problema que culminou na falência do banco. Roger disse que não é sócio do banco desde 1998. ''Nos anos que fui sócio o banco não deu nenhum prejuízo e não acharam nada contra mim. Estou sendo denunciado só por causa do meu sobrenome'', declarou.
O advogado de Paulo Konder Bornhausen, Antônio Carlos Almeida Castro, também disse que a acusação se deve apenas por causa do sobrenome. ''Não se pode imputar nenhuma responsabilidade em uma pessoa que detinha apenas 13% das ações'', argumentou. Castro afirmou ainda que Konder Bornhausen, tio de Alberto Dalcanale, nunca teve participação na gestão do banco Araucária.

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