O vereador de Curitiba, Aparecido Custódio da Silva (PFL), acredita que até o fim da semana assuma uma vaga de deputado estadual. Ele ficará no lugar de Nelson Justus (PTB), que deixará a Assembléia Legislativa para ser secretário dos Transportes .
A mudança de Custódio da Câmara para a Assembléia é polêmica porque o vereador foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por apropriação indébita de recursos públicos. Ele é acusado de desviar recursos da Câmara entre 1993 e 1999, com a retenção de parte dos salários de seus assessores e destinação indevida da verba de assistência social.
Quando assumir a vaga de deputado estadual, Custódio ganhará a imunidade parlamentar que não tem como vereador. Ele só poderá ser processado na Justiça se a Assembléia autorizar. O vereador afirma que a transferência para a Assembléia não tem o objetivo de fugir do processo. ‘‘Assim que assumir vou escrever uma carta ao presidente da Assembléia pedindo que ele suspenda a minha imunidade apenas para esse processo’’, garantiu. Ele alega que foi denunciado por ‘‘picaretas’’ em ano político.
O vereador foi reeleito com 11 mil votos. Em 1996, ele tinha alcançado 17 mil votos. ‘‘Estou apanhando da mídia há dois anos e isso causa um desgaste natural’’. Sobre as denúncias do MP, o vereador prefere não falar.
Custódio é metalúrgico e pertence à Força Sindical. Para assumir como suplente de deputado na Assembléia, o vereador terá de renunciar à Câmara e assumirá Mario Celso Cunha. (E.C.)

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