O suposto pagamento dos salários dos vigias que trabalhavam na emissora de rádio do prefeito Barbosa Neto com dinheiro público tramita na Justiça desde maio do ano passado, quando a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público ajuizou ação por improbidade administrativa contra Barbosa, a Centronic, dois de seus diretores - Nilso Rodrigues de Godoes e Paulo Sérgio Iora - e a Rádio Brasil Sul.
O processo, sob responsabilidade da 1 Vara da Fazenda Pública, está em fase inicial. Os réus estão apresentando defesa prévia e somente depois disso é que o juiz decidirá se recebe a ação. As conclusões do MP foram semelhantes às da Comissão Processante da Câmara: os vigias efetivamente foram pagos com dinheiro da Prefeitura de Londrina, que mantinha contrato com a Centronic. Em razão disso, houve enriquecimento ilícito do prefeito, segundo o MP.
A investigação na Promotoria começou com a denúncia de um dos vigias, Reinaldo Aparecido Pereira, que havia movido ação trabalhista contra a Centronic e o município, já que seu holerite atestava que o empregador era a Prefeitura.
Recentemente, em 6 de julho, o juiz do Trabalho Daniel José de Almeida Pereira concedeu sentença favorável a Reinaldo, determinando que a Centronic pague verbas trabalhistas. Porém, excluiu o Município da ação, já que o vigia trabalhou exclusivamente na rádio. ''Entendo que o fato de constar nos recibos de pagamento do autor a informação: 'Prefeitura Municipal de Londrina/Av. Duque de Caxias, 635' não tem o condão de comprovar que o Município se beneficiou dos serviços prestados pelo autor'', escreveu o juiz. (L.C.)

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