Denúncia será investigada por promotor
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terça-feira, 18 de março de 1997
Sucursal de Curitiba 
Albari RosaOlho abertoProcurador Geral de Justiça Olímpio de Sá Sotto Maior: por enquanto o promotor Mário Sérgio Schimer vai acompanhar o que está sendo feito na Assembléia LegislativaO procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, designou ontem o promotor Mário Sérgio Schimer para acompanhar as investigações das denúncias envolvendo o Banestado. Schimer é o responsável pela área cível da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e poderá instaurar inquérito para requisitar documentos ao Banestado.
Sotto Maior disse que a principal missão de Schimer é a de verificar se a compra de títulos públicos e as operações de leasing provocaram prejuízo aos cofres públicos. Se esse prejuízo for constatado pelas investigações, o promotor deverá impetrar ações cíveis para a recomposição do patrimônio público, explicou.
A primeira tarefa de Schimer será a de acompanhar a sessão secreta marcada para amanhã na Assembléia Legislativa com o secretário da Fazenda, Miguel Salomão, e a diretoria do Banestado. Por enquanto, o promotor vai apenas acompanhar o que já está sendo feito na Assembléia e também buscar subsídios na CPI do Senado Federal, afirmou.
Para Sotto Maior, os indícios levantados pela CPI dos Títulos Públicos servem de base para a instauração de um inquérito que aprofunde as investigações com a requisição de novos documentos.
Patrulha rural O procurador-geral admitiu a possibilidade de intervenção do Ministério Público para evitar a organização de grupos paramilitares no interior do Paraná.
O promotor Marcos Fowler, da Promotira de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, está acompanhando a reorganização da União Democrática Roralista (UDR) no Estado e a criação de patrulhas rurais por parte dos proprietários de terras para evitar invasões.
Uma pessoa não pode se substituir ao Estado e atuar de forma criminosa. Exercer o arbítrio das próprias razões é crime, destacou Sotto Maior.


