Denúncia prescreve contra dois auditores
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
Denúncia protocolada em outubro do ano passado pelo promotores do núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prescreveu em relação a dois auditores dos 10 auditores da Receita Estadual acusados de fraudes, corrupção e cobrança de propina de um laticínio em 2003. Os dois auditores Ivo Comar e Lindolfo Traldi já completaram 70 anos e, contra eles, o prazo prescricional caiu pela metade. Por isso, a prescrição. O processo, que tramita na 2ª Vara Criminal de Londrina, segue em relação aos outros oito auditores, incluindo Márcio de Albuquerque Lima, suposto líder de organização criminosa investigada pela Operação Publicano, deflagrada em março de 2015, e a dona do laticínio. Nesta denúncia, os promotores narram que fraudes em notas fiscais permitiram ao laticínio sonegar, entre 2003 e 2005, mais de R$ 80 mil no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). São narrados 36 fatos criminosos, sendo 18 de corrupção ativa e 18 de corrupção passiva tributária. O crime de organização criminosa, que teria existido e contado inclusive com a participação de outros três auditores, já estava prescrito. Um desses três auditores seria Luiz Antonio de Souza, principal delator do esquema, preso desde janeiro de 2015. Parte do esquema, consistia em liberar cargas de produtos lácteos com notas fiscais preenchidas incorretamente e com o auxílio de auditores que permaneciam em postos fiscais. De acordo com o Gaeco, este fato não tem relação direta com a Publicano, mas, revela quão antigo é o esquema de exigências indevidas e de conluio entre auditores e empresários.


