Denúncia pode esvaziar pasta do desenvolvimento
Agência Estado
De Brasília
O Palácio do Planalto decide no início da próxima semana o destino do recém-nomeado secretário do Desenvolvimento Urbano, Ovídio de Angelis, acusado pelo PT de ter favorecido, com rápida liberação de verbas, as prefeituras controladas pelo PMDB em Goiás nos últimos dias da gestão na Secretaria de Políticas Regionais.
Estamos estudando exatamente qual a extensão das ações de Ovídio e que consequências elas podem ter, afirmou o articulador do presidente, ministro Pimenta da Veiga. Segundo ele, interessa ao Planalto identificar quem possa ter se beneficiado pela liberação dos recursos para comprovar se houve má-fé.
Isso é fácil de constatar, avisou o ministro tucano, que preferiu não cogitar a demissão do futuro secretário. Isso só o presidente pode dizer, desconversou, frisando que a questão ainda não foi colocada nesses termos.
Uma fonte ligada ao primeiro escalão do governo federal informou ontem que o desgaste político provocado pelo episódio não deverá resultar na demissão do secretário nem no recuo do governo na criação da Secretaria do Desenvolvimento Urbano. Mas um esvaziamento no poder da nova secretaria é certo, contou. O PMDB ficou com a Secretaria de Políticas Regionais e a do Desenvolvimento Urbano; por isso, o PSDB e o PFL deverão fazer pressão para esvaziar a secretaria de Ovídio, acrescentou a fonte.





