Denúncia envolve governador do SE
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sexta-feira, 28 de setembro de 2001
Agência Folha<br> De São Paulo 
A Procuradoria da República, a Polícia Federal e a Receita Federal em Sergipe investigam um suposto esquema de desvio de pelo menos R$ 7 milhões do Estado para o pagamento de contas da campanha da reeleição do governador de Sergipe, Albano Franco (PSDB), em 1998. A quebra dos sigilos bancários de 50 pessoas e empresas envolvidas no esquema de desvio revelou que foram feitos depósitos de R$ 540 mil na conta pessoal de Franco e de R$ 35 mil na de sua mulher, Leonor Franco.
O esquema de desvio teria iniciado em agosto de 1998, quando a construtora Celi acionou o Estado na Justiça para cobrar R$ 12 milhões de uma suposta dívida. O governo sergipano fez um acordo, em setembro de 1998, com a Celi. Seriam pagos R$ 24 milhões, em duas parcelas de R$ 12 milhões, o dobro do exigido.
A primeira parcela foi paga em setembro, na reta final da campanha de Franco. O acordo gerou polêmica no Estado e a Procuradoria da República abriu inquérito para apurar o destino da verba. Os procuradores descobriram que a Celi repassou cerca de R$ 7 milhões para uma empresa com sede em São Paulo, a Trans-Zacon.
Da conta da empresa paulista, o dinheiro foi transferido para uma agência bancária em Recife (PE), em nome de José Nilton Souza, tesoureiro da campanha do governador em 1994 e da reeleição em 1998. Souza é também diretor financeiro da TV Sergipe, de propriedade da família do governador, afiliada da Rede Globo. O dinheiro pagou material de campanha, além de abastecer contas de prefeitos e lideranças políticas aliadas de Franco.


