A denúncia criminal foi oferecida pelo Ministério Público (MP) de Londrina, em dezembro do ano passado. Além de Alberto Youssef, João Edson Danzinger, Eroni Peres e Antonio Carlos Romero, a denúncia atinge outras seis pessoas. São o superintendente regional do Banestado em Londrina, José Colette; a funcionária Maria Regina Fazan Bosqui, que seria gerente da conta da Freitas & Dutra; o gerente aposentado Wilson Maeda; o ex-diretor de operações do banco, Gabriel Nunes Pires Neto; Ilvino Fazoli e Arthur Ênnio Frederico Júnior.
O MP também havia pedido a prisão de Frederico Júnior – que seria ex-funcionário da Banestado Corretora e sócio de Youssef – mas a solicitação não foi acatada pelo juiz. Todos são acusados pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.
A denúncia da promotoria trata da conta fantasma da empresa Freitas & Dutra. Mas ela é apenas uma dentre 32 contas fantasmas abertas em agências do Banestado e que seriam movimentadas por Youssef. Por essas contas passaram, apenas no período de maio de 98 a janeiro de 99, cerca de R$ 150 milhões. Documentos dos mesmos ‘‘laranjas’’ utilizados para abrir as 32 contas bancárias também foram utilizados na abertura de contas irregulares em outras cidades do Brasil – o que indica um amplo esquema de lavagem de dinheiro.
Na época da prisão, o promotor Cláudio Esteves, um dos responsáveis pelas investigações do chamado escândalo AMA-Comurb, chegou a dizer que a ramificação de contas fantasmas em Londrina era um absurdo. ‘‘A cidade é ou
foi um grande centro de lavagem de dinheiro’’, afirmou.

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