Curitiba - A decisão de ontem do plenário do CNJ, que determinou o afastamento e abertura de processo disciplinar contra o ex-presidente do TJ Clayton Camargo, também repercutiu na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Para o líder governista, Ademar Traiano (PSDB), a denúncia de tráfico de influência na escolha do novo conselheiro para o Tribunal de Contas (TC) do Estado não procede. Ele afirma que todo parlamentar tem liberdade para decidir e sabe de seus interesses. "Não vejo a possibilidade de que a AL tenha se curvado. A escolha é um processo normal, democrático e dentro dos princípios da lei. Agora cabe ao CNJ apurar se houve não esta prática", disse.
"Nesta Casa o voto é individual e cada um decide da melhor forma, não há pressão. Acho que quem chega aqui tem independência total. Naquele momento os deputados acharam melhor a escolha que fizeram, agora estamos diante de circunstâncias alheias ao processo", completou.
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) destaca que é preocupante observar que as denúncias envolvem o mais alto cargo da magistratura paranaense. "Uma situação como esta é extremamente grave e claro que é preciso aguardar todas as investigações. Há de se apurar tudo o que está sendo denunciado, entretanto, é perigoso que nós não tenhamos nos atentado para as acusações feitas pelo CNJ", afirmou.
Veneri também ressaltou que, de alguma forma, esta decisão do CNJ atinge os deputados. "Não temos como afirmar se as acusações são ou não verdadeiras, isto cabe ao CNJ. Mas alguns questionamentos já estão sendo feitos sobre o processo de votação que foi realizado", apontou.
Valdir Rossoni (PSDB), presidente da AL, não quis comentar o resultado da sessão do CNJ, mas afirmou que qualquer decisão da Justiça "há de ser acatada". (R.C.J.)

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