O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), disse ontem estar tranquilo em relação ao depoimento da ex-assessora financeira da campanha de reeleição de Nedson Micheleti (PT), Soraya Garcia, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, no dia 4.
Paulo Bernardo foi citado por Soraya em depoimentos prestado à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Eleitoral (MP). Segundo ela, a chegada do dinheiro que abastecia a campanha coincidia com a vinda do então deputado federal a cidade.
''Eu estou muito tranquilo. Tudo o que ela está falando é que ouviu dizer, que percebia, que não sei o quê. Esse tipo de coisa quando chegar na CPI não vai ter credibilidade. As pessoas lá querem provas'', sustentou o ministro. ''Ela fala por exemplo da questão da SMP&B (que a locação de veículos para a campanha teria sido paga pela agência do publicitário Marcos Valério de Souza), mas acontece que a CPI já sabe todas as ligações que foram feitas para a SMP&B nos últimos cinco anos, já sabem para onde foram feitos pagamentos e portanto não tem como ela provar isso. Só quero chamar a atenção que nos depoimentos dela ela nunca falou nada disso. Uma coisa é a pessoa dizer, outra coisa é aparecer e provar'', complementou. (C.O.)

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