Curitiba - O deputado estadual Mauro Moraes anunciou ontem sua desfiliação do PL, que agora conta com apenas dois deputados na Assembléia Legislativa: Chico Noroeste e Pastor Edson Praczyk. Moraes estava em rota de colisão com Praczyk desde junho, quando o governador Roberto Requião (PMDB) acusou o pastor de pedir um ''mensalão'' para apoiar o governo. Na época, Praczyk afirmou que foi o governo do Estado que teria oferecido verbas aos deputados e que Moraes teria presenciado a oferta, fato negado por Moraes.
Praczyk defendeu-se das acusações de Requião movendo um processo por calúnia e difamação contra o governador e fazendo uma representação ao Conselho de Ética do PL contra Moraes. O processo contra o governador ainda depende de uma aprovação dos deputados estaduais para seguir sua tramitação no Superior Tribunal de Justiça. Já o processo de Moraes deve ser extinto com a desfiliação do deputado.
Moraes nega que tenha saído do partido devido ao processo movido por Praczyk contra ele. O mais provável é que ele se filie ao PMDB. Praczyk afirmou que a saída de Mauro Moraes não será uma perda para a sigla. ''Ele sabia da oferta feita pelo governo e se calou, não sei por qual motivo. Não foi homem para dizer o que sabia. O partido segue bem sem ele'', disse o pastor. Moraes retrucou as acusações de Praczyk ontem na Assembléia. ''Fui homem sim porque disse a verdade. Não iria mentir para proteger ninguém do meu partido. Não presenciei oferta de mensalão nenhum, embora tenha participado das reuniões'', rebateu.

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