O segundo turno das eleições em Londrina transcorreu sem imprevistos. Ao contrário do primeiro turno, no dia 1º, quando as ruas amanheceram cobertas por panfletos, ontem a população não viu papéis espalhados pelo chão e nem boca-de-urna. Tranquilidade foi a marca do segundo turno.
Na última semana que antecedeu o pleito, representantes das coligações se reuniram com a Justiça Eleitoral e se comprometeram a não espalhar panfletos e não pixar muros. Nem mesmo as informações de que Londrina seria tomada por cabos eleitorais se confirmou.
O único incidente do dia foi a apreensão do fiscal da Coligação Compromisso com Londrina, Celso José dos Santos, no Colégio Gabriel Martins, zona oeste, por denúncia de boca-de-urna. Ele estaria fazendo campanha para o candidato do PT Nedson Micheleti.
Segundo a fiscal da Coligação Renasce Londrina, Magali Correa de Castro, Santos estaria abordando os eleitores e apresentando o adesivo do petista, no verso de sua identificação como fiscal da Justiça Eleitoral.
O fiscal e a denunciante foram encaminhados primeiro ao Ginásio de Esportes Moringão, onde estavam policiais militares, federais e uma equipe da Justiça Eleitoral. Depois, os dois foram levados à Polícia Federal para autuação em flagrante e abertura de inquérito.
Segundo o delegado da PF Alberto Iegas, Celso dos Santos negou que estivesse fazendo boca-de-urna e disse que a denunciante teria agido de maneira arbitrária na tentativa de criar um fato político. Iegas afirmou que irá intimar algumas pessoas que estavam trabalhando no local para depoimento. Se comprovada a denúncia de crime eleitoral, Celso dos Santos, poderá ser condenado de dois a oito anos de prisão e multado.
O coordenador da Justiça Eleitoral em Londrina, Dimas Ortêncio de Melo, avaliou positivamente o segundo turno das eleições. ‘‘Os partidos, desde o início do processo, não apresentaram problemas. Não poderia ser mais tranquilo’’, afirmou. Anteontem, ele disse que as polícias Militar e Federal estavam preparadas para coibir as manifestações contrárias à lei eleitoral. Havia boatos de que haveria invasão de cabos eleitorais e Melo chegou a pedir para que a polícia ficasse de prontidão para garantir a ordem do pleito. Ele comemorou o fato de os boatos não terem sido confirmados.