Denúncia contra deputados vai ser ignorada pela AL Leandro Donatti De Curitiba O presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, Nelson Justus (PTB), deu a entender ontem à tarde que a mesa executiva vai ignorar as acusações feitas pela ex-diretora da Comurb Lúcia Brandão, de envolvimento de deputados num esquema de suborno em troca do desmonte da CPI Sercomtel-Copel, em maio do ano passado. ‘‘Entendo que a Assembléia já esgotou suas prerrogativas (ao solicitar posição do Ministério Público sobre o caso).’ O deputado, que na semana passada demonstrou perplexidade com o teor do depoimento dado de Lúcia Brandão aos promotores que investigam o escândalo AMA-Comurb, ontem passava mais tranquilidade. ‘‘Não dá para ir atrás de pessoas que dizem ter dito alguma coisa’’, classificou Justus, que promete colocar a matéria em pauta na reunião da mesa executiva, marcada para hoje de manhã. O depoimento da ex-diretora ao MP foi dado em outubro do ano passado, mas só se tornou público na semana passada pela OAB de Londrina. A Folha apurou que por ora está descartada a possibilidade de a Assembléia ingressar na Justiça contra a ex-diretora. Até porque a Procuradoria Geral da Justiça reafirmou, através do procurador Gilberto Giacóia, que nenhum nome de deputado foi detectado nas investigações, pelo menos por enquanto. No ano passado, 20 parlamentares governistas assinaram e retiraram, em menos de 48 horas, assinaturas da CPI que investigaria a compra pela Copel de 45% das ações da Sercomtel e operação paralela junto ao Banco FonteCindam.

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