Denúncia contra Cassio deve ir para o STF
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quinta-feira, 17 de outubro de 2002
Rodrigo Sais<BR>Equipe da Folha 
Curitiba A denúncia-crime ajuízada pelo Ministério Público (MP) do Paraná acusando a Prefeitura de Curitiba e a Fundação Instituto Tecnológico Industrial (Fundacen) de movimentarem R$ 50,7 milhões de dinheiro público sem licitação deve parar em Brasília. A eleição de André Zacharow para a Câmara dos Deputados lhe confere, a partir do dia 18 de dezembro, quando se efetivar sua diplomação como deputado, foro privilegiado. O que em tese deve deslocar a esfera de análise do Tribunal de Justiça (TJ) para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Na denúncia, o prefeito Cassio Taniguchi (PFL) é apontado como responsável por todos os convênios supostamente ilegais. O TJ, que está com o caso desde 5 de maio deste ano, ainda não emitiu um parecer acatando ou não a denúncia. Nesta semana, Zacharow, o último dos denunciados, apresentou sua defesa prévia, após ter sido notificado através de edital publicado a pedido do desembargador-relator Oto Luiz Sponholz.
Zacharow foi citado por ter celebrado convênio com a Fundacen na época em que foi presidente da Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (CIC). Ele afirma, entretanto, que nunca fugiu da intimação. Para ele, não houve intenção de dano nas contratações pelas fundações. ''De uma forma geral, seguimos as diretrizes estabelecidas pelo setor de Recursos Humanos da Prefeitura de Curitiba. Pode existir a co-responsabilidade, mas não houve dolo. No caso da CIC, por exemplo, seria impossível construir o Linhão do Emprego com o número de funcionários que tínhamos na época'', comentou.
Além de Zacharow, outros presidentes de fundações e autarquias que firmaram convênios com a Fundacen também foram denunciados pelo MP. Os ex-presidentes da Cohab Ivo Mendes Lima e Sérgio Abujamra Misael, e o atual presidente Armando Franco Deboni também são citados. Da Fundação Cultural de Curitiba, foram denunciados a ex-presidente Margarita Sansone (mulher do deputado estadual Rafael Greca) e o atual coordenador Cássio Chamecki. A presidente da Fundação de Ação Social, Marina Taniguchi, mulher de Cassio, também foi denunciada. (Colaborou Leandro Donatti)


