O depoimento de Edna Tavares, segundo da CPI do Narcotráfico no Paraná, confirmou as denúncias contra o policial Mauro Canuto, que surge como um dos nomes principais do tráfico de drogas em Curitiba. Edna afirmou ter trazido para Curitiba, há três anos, oito quilos de cocaína. Segundo ela, a droga lhe foi ‘roubada’ por Canuto e outros policiais, identificados como ‘‘Chico’’ e ‘‘Samir’’.
Edna disse ter começado a traficar para ajudar uma amiga, que tinha câncer. Por telefone, ela acertou a venda da droga com o policial ‘‘Chico’’. Para retirar a cocaína, no entanto, os filhos de Edna e a família da amiga ficaram como garantia junto a um traficante boliviano. ‘‘Se eu não entregasse a droga ou o dinheiro, ele matava os meus filhos’’, contou.
A testemunha revelou ter pedido para que Canuto a prendesse, desta forma teria como justificar a perda da droga. O policial teria se recussado a efetuar a prisão, ficando com a cocaína. Por conta disso, a mulher procurou a polícia. O reconhecimento de Canuto foi feito num álbum da própria polícia.
Com o depoimento de Edna, é a terceira vez que o nome de Mauro Canuto aparece. Para os deputados da CPI, isso evidencia o envolvimento do policial com o narcotráfico. Segundo o deputado Moroni Torgan (PFL-CE), os cruzamento em depoimentos de pessoas que não se conhecem é suficiente para o indiciamento dos acusados. Esse é o caso de Canuto, uma vez que Edna não conhece o primeiro depoente, Marcelo Mateus dos Santos, que também citou o policial. (J.A.)